Decisão que beneficia Monique Medeiros reacende debate sobre responsabilidade parental e repercute entre defensores dos direitos das crianças.
O Brasil acaba de presenciar mais uma decisão que escancara o completo descompasso entre a Justiça e o senso mínimo de decência.
O sistema concedeu perdão judicial à mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, que sabia das agressões sofridas pelo filho de apenas 4 anos e nada fez para impedi-las.
Enquanto o menino era brutalmente espancado até a morte por Jairinho, com traumatismo craniano, couro cabeludo deslocado e 23 lesões graves em órgãos vitais, sua mãe assistia passivamente ou omitia-se, tornando-se cúmplice por omissão da barbárie.
Em vez de puni-la com o rigor que o caso exige, a Justiça brasileira resolveu tratá-la como vítima de “misoginia” e “patriarcado”, concedendo perdão judicial a quem falhou da forma mais grave possível com seu dever maternal.
Essa sentença não é apenas absurda: é uma segunda execução de Henry Borel, um tapa na cara de todas as vítimas de violência infantil e uma demonstração vergonhosa de que, no Brasil, ideologia e narrativa de gênero pesam mais que a vida de uma criança inocente.
Em um país sério, tanto Jairinho quanto Monique deveriam apodrecer na prisão pelo resto de suas vidas.
Aqui, a Justiça prefere inventar desculpas sociológicas para absolver quem entregou um menino ao monstro.
Texto: Rodolfo Oliveira
Fotos: Divulgação