Morte de semyon skrepetsky, conhecido por críticas ao kremlin, aumenta suspeitas sobre perseguição a dissidentes russos fora do país
O artista russo Semyon Skrepetsky, crítico ferrenho do ditador Vladimir Putin, foi executado a tiros na Polônia.
Exilado desde 2021 por temer perseguição política, Skrepetsky, conhecido por suas sátiras e caricaturas que expunham a tirania do Kremlin, foi abatido com cinco disparos, incluindo um na cabeça, em um estacionamento em Biała Podlaska, num ataque estilo execução que não lhe deu chance de defesa.
Este não é um crime isolado de criminosos comuns: é o padrão sangrento do regime de Putin, que silencia opositores no exterior com venenos, quedas de janelas e balas, como visto em casos de Navalny, Litvinenko e Skripal.
Enquanto o ditador russo nega envolvimento e promove sua imagem de “líder forte”, dissidentes que ousam criticar sua ditadura pagam com a vida, mesmo fora do solo europeu.
A detenção de dois bielorrussos ligados ao caso reforça o dedo de Moscou nessa barbárie.
A comunidade internacional deve tratar isso como o que é: uma agressão autoritária contra a liberdade de expressão e a soberania polonesa, exigindo justiça e sanções mais duras contra o regime que transforma exílio em sentença de morte.
Skrepetsky morreu por satirizar um tirano; seu assassinato só prova o medo que o Kremlin tem da verdade.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação