“MANTER A IMPARCIALIDADE”: MENDONÇA IMPEDE PF DE AVISAR ANDREI RODRIGUES E DERRUBA SIGILO DE JAQUES WAGNER

REDAÇÃO

Decisão do ministro do STF tornou públicos os fundamentos da operação e determinou que informações sobre as diligências não fossem comunicadas previamente ao diretor-geral da polícia federal

Brasília — O ministro do STF André Mendonça derrubou o sigilo da decisão que autorizou mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.
A decisão judicial revela que a apuração avançou após a identificação de elementos considerados relevantes pelos investigadores. Segundo o documento, há indícios que justificaram a adoção de medidas de busca para aprofundar a coleta de provas.
No texto, Mendonça registra que “foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar”, fundamento utilizado para autorizar as diligências solicitadas pela Polícia Federal.
Outro ponto que chamou atenção foi a determinação para que os detalhes da investigação não fossem comunicados previamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, antes da execução das medidas.
De acordo com a decisão, a restrição teve como objetivo preservar o sigilo das diligências e garantir a imparcialidade da apuração, evitando a circulação antecipada de informações sobre a operação.
A medida surpreendeu integrantes da cúpula da Polícia Federal e também setores do governo, já que o procedimento adotado foge do fluxo normalmente esperado em investigações de grande repercussão política.
Com o sigilo derrubado, os fundamentos da decisão passaram a ser públicos, ampliando a atenção sobre o inquérito do Banco Master e sobre os desdobramentos das investigações que envolvem o líder do governo no Senado e outros alvos da operação.
Foto: STF