Deputada acionou a Senacon após anúncio de que novos jogos do PlayStation deixarão de ser produzidos em mídia física a partir de 2028
A Sony Interactive Entertainment confirmou nesta semana que, a partir de janeiro de 2028, deixará de produzir jogos em disco físico para os consoles PlayStation.
Os novos lançamentos serão vendidos exclusivamente no formato digital, acompanhando a tendência global do mercado, onde as vendas digitais já representam a grande maioria.
Em resposta ao anúncio, a deputada (Trans) federal Erika Hilton, PSOL-SP, protocolou representação na Secretaria Nacional do Consumidor, Senacon, pedindo investigação contra a empresa. Segundo a parlamentar, a decisão poderia ferir o Código de Defesa do Consumidor, alegando prejuízos a consumidores que compraram versões com leitor de disco e questionando a natureza dos jogos digitais, que são licenciados.
Críticos veem a iniciativa como mais um exemplo de intervenção desnecessária do Estado em decisões privadas de uma empresa multinacional. Enquanto o mercado de games evolui naturalmente para o digital, com maior conveniência, redução de custos de produção e distribuição, a deputada prefere acionar órgãos públicos para questionar uma estratégia comercial já adotada há anos por plataformas como Steam e Epic Games.
Muitos jogadores e analistas lembram que a Sony não está proibindo jogos físicos existentes, apenas encerrando a produção de novos discos a partir de 2028, algo previsível diante do avanço tecnológico.
Para especialistas, o movimento da deputada Trans parece mais simbólico do que prático, usando um tema popular para gerar visibilidade.
A Senacon deve agora analisar o pedido e decidir se abre ou não procedimento contra a Sony. O caso reacende o debate sobre até onde deve chegar a regulação estatal sobre inovações de mercado.
Foto: Divulgação/ câmara dos deputados