Segundo relatório da PF, acordos envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes e empresas ligadas a Daniel Vorcaro incluem contratos de R$ 108 milhões e dois de R$ 50 milhões
Segundo informações atribuídas ao relatório da Polícia Federal, contratos firmados entre o escritório Barci de Moraes, ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e empresas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro totalizariam R$ 208 milhões. Os valores fazem parte de uma investigação encaminhada ao STF e envolvem acordos de prestação de serviços jurídicos e outros instrumentos contratuais.
De acordo com os dados apresentados no relatório, a maior parte do montante estaria concentrada em um contrato firmado com o Banco Master, no valor de R$ 108 milhões. O acordo previa o pagamento de honorários advocatícios em parcelas mensais fixas, distribuídas ao longo de 36 meses.
Além desse contrato, a investigação teria identificado outros dois acordos firmados com a Viking Participações, empresa ligada ao patrimônio de Daniel Vorcaro. Cada um desses contratos teria valor de R$ 50 milhões, completando a soma de R$ 208 milhões apontada pelos investigadores.
Um dos contratos com a Viking Participações teria envolvido uma modalidade de dação em pagamento, na qual parte dos valores seria quitada por meio da transferência de participação em bens de alto valor, incluindo cotas relacionadas a uma aeronave Embraer Legacy 650 e um helicóptero Airbus EC 155 B1.
O relatório da PF também teria analisado arquivos e comunicações relacionadas às negociações contratuais. Segundo os investigadores, análises técnicas apontaram a presença de registros digitais associados ao ministro Alexandre de Moraes em arquivos de edição de documentos enviados ao celular de Daniel Vorcaro.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias envolvendo os contratos, as negociações e as relações entre os envolvidos. Os investigadores avaliam elementos financeiros e digitais para verificar possíveis conexões entre os acordos e outros fatos apurados no caso.
Em nota, o escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes teria sido consultado antes da assinatura dos contratos. A defesa afirma que a consulta teve como objetivo verificar a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação.
O escritório também declarou que não existiria processo envolvendo o Banco Master ou Daniel Vorcaro sob relatoria de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. A manifestação sustenta que a atuação do ministro não teria relação com os contratos firmados pelo escritório.
O caso passou a gerar repercussão devido ao tamanho dos valores envolvidos e à proximidade entre os nomes citados na investigação. O relatório da PF agora integra as análises que serão avaliadas pelas autoridades competentes.
As apurações seguem em andamento, com a análise de documentos, mensagens e registros digitais para esclarecer todos os detalhes dos contratos e das relações entre o escritório, as empresas investigadas e os demais envolvidos.
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