MENDONÇA INTIMA MINISTRO DA JUSTIÇA A SE MANIFESTAR SOBRE AFASTAMENTO DO CHEFE DA PF

REDAÇÃO

Ministro do STF determina que Wellington César se manifeste e cumpra as medidas relacionadas ao afastamento de Andrei Rodrigues, enquanto governo prepara recurso contra a decisão.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues dos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão também alcançou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e foi submetida à análise da Segunda Turma do Supremo.
Após a decisão, Mendonça intimou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para que se manifeste sobre o afastamento e cumpra as determinações judiciais. A medida coloca o Ministério da Justiça no centro da crise envolvendo o STF e a cúpula da Polícia Federal.
Na decisão, Mendonça também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos para apurar possíveis irregularidades relacionadas à produção de relatórios de inteligência. O ministro apontou a necessidade de investigar a elaboração e a divulgação de documentos que, segundo a decisão, teriam monitorado autoridades.
O afastamento ocorre em meio a uma escalada de tensão entre Mendonça e integrantes da Polícia Federal. O conflito ganhou força durante as investigações relacionadas aos casos Banco Master e INSS, além das controvérsias envolvendo relatórios de inteligência utilizados no contexto das disputas internas do Supremo.
A decisão provocou reação no governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou Wellington César e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para discutir os próximos passos. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, a AGU prepara recurso contra a decisão, sob o argumento de que a escolha e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República.
Enquanto o governo avalia uma reação jurídica, a Segunda Turma do STF começou a analisar a decisão de Mendonça. O ministro Gilmar Mendes pediu vista durante o julgamento, enquanto Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator, formando maioria pela manutenção do afastamento até aquele momento. O episódio amplia a crise institucional envolvendo o Supremo, o governo federal e a cúpula da Polícia Federal.
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