NO CEARÁ DE GIRÃO, ZEMA AMARGA DERROTA COM APENAS 4.310 VOTOS

REDAÇÃO

Chapa de Romeu Zema e do senador cearense Eduardo Girão recebeu apenas 4.310 votos no Ceará, resultado que expôs a dificuldade do Novo em ampliar sua base eleitoral no estado

A campanha presidencial de Romeu Zema (Novo) e de seu vice, o senador cearense Eduardo Girão, registrou um desempenho eleitoral muito abaixo das expectativas no Ceará. A chapa conquistou apenas 4.310 votos em todo o estado, segundo os números apresentados.
O resultado chama atenção especialmente pela presença de Girão na chapa. Senador eleito pelo Ceará, ele entrou na disputa nacional como candidato a vice-presidente, mas não conseguiu transformar sua trajetória política no estado em uma votação expressiva para a candidatura presidencial.
Com apenas 4.310 votos, Zema e Girão ficaram praticamente fora da disputa entre os principais candidatos no Ceará. O desempenho evidencia a dificuldade do Novo em construir uma base eleitoral competitiva no estado.
O número também ganhou repercussão nas redes sociais, onde críticos passaram a comparar a votação da chapa presidencial com resultados obtidos por candidatos a cargos municipais. A comparação foi utilizada para dimensionar o tamanho da derrota eleitoral no estado.
O desempenho ocorre após um período de divergências dentro do campo da direita cearense. Girão chegou a protagonizar disputas políticas envolvendo os rumos da oposição e as articulações para as eleições de 2026.
Um dos principais pontos de tensão envolveu o deputado André Fernandes (PL), que se consolidou como uma das principais lideranças da direita no Ceará. As divergências entre os grupos dificultaram uma atuação conjunta durante a construção das candidaturas.
Enquanto diferentes setores da direita buscaram concentrar forças em candidaturas consideradas eleitoralmente mais competitivas, Zema e Girão seguiram com um projeto próprio. Nas urnas cearenses, porém, a estratégia não produziu o resultado esperado.
A votação de apenas 4.310 eleitores passou a ser apontada por adversários e críticos como símbolo do isolamento eleitoral da chapa no Ceará. O resultado também alimentou questionamentos sobre a capacidade de Girão de transferir votos para um projeto presidencial.
O episódio deve entrar nas avaliações internas sobre os erros e acertos da campanha. Para o Novo e seus aliados, o desafio agora será compreender por que uma chapa que contava com um senador cearense como candidato a vice obteve uma votação tão pequena justamente no estado de origem de Girão.
Foto: Congresso em Foco