
O vereador Júnior do Dedé (PSB), de Morada Nova, teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), no dia 16 de março de 2026. Preso em 12 de março durante a Operação Traditori, ele foi beneficiado após a defesa alegar que, por ser advogado com inscrição ativa na OAB, teria direito a permanecer em Sala de Estado Maior antes de eventual condenação definitiva. Como a unidade onde estava detido não dispõe dessa estrutura, a Justiça determinou a substituição da prisão por domiciliar, com medidas restritivas.
Apesar da mudança no regime, as investigações seguem e apontam suspeitas graves. A Operação Traditori apura um esquema de financiamento ilegal de campanhas nas eleições de 2024 em Morada Nova, com possível uso de recursos ligados à facção Guardiões do Estado (GDE), além de indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as apurações, o objetivo seria ampliar a influência do grupo dentro da Câmara Municipal. Ao todo, cinco vereadores foram presos na operação, e o caso continua em andamento na Justiça Eleitoral e Federal.
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