
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entrou oficialmente na mira da Polícia Federal em um inquérito que investiga um esquema bilionário de fraudes no INSS, envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. De acordo com reportagens publicadas nesta terça-feira, 17 de março de 2026, por veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Metrópoles e CNN Brasil, a defesa informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que Lulinha está à disposição da Justiça e retornará imediatamente ao Brasil caso seja convocado para depor. Atualmente em Madri, na Espanha, desde meados de 2025, ele foi citado em mensagens, registros de viagens e depoimentos que levantaram suspeitas da PF de que poderia atuar como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador central do esquema.
A investigação avançou a ponto de Mendonça já ter autorizado a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha no início de 2026, a pedido da Polícia Federal, antes mesmo da CPMI do INSS deliberar sobre o tema. Um relatório da PF chegou a levantar a hipótese de que a ida dele para a Europa poderia configurar evasão do país, o que foi rebatido pela defesa, que nega qualquer irregularidade e afirma que a mudança foi legal e sem intenção de fugir das autoridades. Os advogados também sustentam que não há mais risco que justifique uma eventual prisão preventiva e reforçam que Lulinha quer esclarecer todas as menções ao seu nome. O caso ganhou forte repercussão nacional ao envolver diretamente o filho do presidente da República em um dos maiores escândalos recentes ligados ao sistema previdenciário brasileiro.
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