Gestão Haddad é alvo de críticas por aumento da dívida pública

REDAÇÃO

OPINIÃO: Jornalista – Rodolfo Oliveira

A gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda foi marcada por um fracasso retumbante no controle das contas públicas, com o aumento sistemático da dívida bruta do governo. 
Ao assumir em 2023, a dívida estava em torno de 71-72% do PIB; ao final de sua passagem, em 2026, o indicador já superava 78,66%, segundo dados do Banco Central e do Tesouro Nacional. 
O déficit primário de 2023 explodiu para R$ 249 bilhões, ou cerca de 2,1-2,4% do PIB em algumas contas, gerando desconfiança imediata no mercado. 
Mesmo com reduções posteriores, o resultado estrutural permaneceu negativo, com o primário estrutural em -1,54% do PIB em 2024, segundo a Instituição Fiscal Independente. 
A dívida líquida atingiu recorde histórico de 65,3% do PIB em dezembro de 2025. 
Essas cifras revelam uma trajetória insustentável, agravada por manobras contábeis e excepcionalizações que mascaram o rombo real, em vez de promover um ajuste fiscal genuíno.
Enquanto o desgoverno do pai Lula tenta vender a narrativa de inflação controlada e crescimento modesto, o legado de Haddad é o de um ministro que não entregou estabilidade fiscal duradoura, deixando o país mais endividado e vulnerável a choques futuros. 
A alta da dívida em mais de sete pontos percentuais do PIB em poucos anos reflete a incapacidade de conter gastos e a preferência por aumentos de carga tributária recorde, sem contrapartida em equilíbrio. 
Já vai tarde, de fato: o Brasil precisava de responsabilidade fiscal séria, não de promessas e maquiagens contábeis que só adiam o problema.
Foto: Divulgação