
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e investigado por supostas fraudes financeiras bilionárias no âmbito da Operação Compliance Zero, será transferido nas próximas horas da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal. A movimentação, confirmada por fontes oficiais e reportagens exclusivas, integra as negociações avançadas para um acordo de delação premiada.
A defesa de Vorcaro, agora comandada pelo criminalista José Luís Oliveira Lima (especialista em colaborações premiadas), procurou formalmente a PF nas últimas horas para sinalizar o interesse do cliente em firmar uma colaboração “séria e completa”, sem poupar envolvidos. Segundo a coluna de Mirelle Pinheiro (Metrópoles) e informações cruzadas com G1, CNN Brasil e outros veículos, o advogado enfatizou que Vorcaro está disposto a entregar todas as informações relevantes de seu conhecimento, incluindo detalhes sobre esquemas de corrupção, influência no setor público e privado, e possíveis conexões políticas.
Vorcaro está preso preventivamente desde o início de março de 2026, quando foi recapturado pela PF em São Paulo. Inicialmente custodiado na Penitenciária 2 de Potim (SP), ele foi transferido — a pedido da própria PF e com autorização do ministro André Mendonça (relator do caso no STF) — para a Penitenciária Federal de Brasília no dia 6 de março. A ida para o presídio federal foi justificada pela necessidade de proteger a integridade do investigado e facilitar o andamento das investigações, dada sua influência e articulações.
A transferência para a superintendência da PF é um procedimento padrão em tratativas de delação: permite depoimentos mais ágeis, perícias em materiais apreendidos (como celulares e documentos), negociações presenciais seguras e alinhamento entre investigadores e a defesa. O acordo, se fechado, dependerá de homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e/ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR), dependendo do formato final — há menções a uma possível delação conjunta envolvendo PF e PGR.
Contexto do Caso Banco Master
O escândalo envolve suspeitas de fraudes financeiras em operações com fundos de investimento, captação irregular e possível captura de reguladores (incluindo servidores do Banco Central). A investigação já revelou mensagens, contratos e movimentações que ligam Vorcaro a figuras políticas, empresariais e até ameaças/coações a desafetos. A troca de defesa — saída de Pierpaolo Bottini e entrada de José Luís Oliveira Lima — sinalizou publicamente a mudança de estratégia, após o STF formar maioria para manter a prisão preventiva.
Embora a delação ainda não esteja formalizada (há questionamentos sobre o quanto Vorcaro pode entregar de novo, diante das provas já colhidas), Brasília acompanha com atenção: o Congresso Nacional já expressa temores sobre o alcance das revelações, e o caso ganhou nova dimensão com a possibilidade de colaborações “casadas” com outros investigados.
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Fontes: Metrópoles, G1, CNN Brasil, Agência Brasil e colunas especializadas (atualizado em 19 de março de 2026).
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