FUVEST 2027: VESTIBULAR VIRA COTA DE GÊNERO E EXCLUI AUTORES HOMENS; LITERATURA SAI PERDENDO
REDAÇÃO
Seleção para vestibular da USP prioriza obras femininas e gera debate sobre critérios literários
A decisão da Fuvest de manter, pelo segundo ano consecutivo, uma lista de leituras obrigatórias composta exclusivamente por autoras mulheres para o vestibular da USP em 2027 representa um equívoco ideológico que prioriza quotas de gênero em detrimento da qualidade literária e da formação integral dos candidatos.
Embora o argumento oficial de “valorizar o papel das mulheres na literatura” soe nobre, a exclusão total de autores como Machado de Assis, Guimarães Rosa ou Carlos Drummond de Andrade, ao lado de outros homens canônicos, transforma o exame em ferramenta de militância, não de mérito acadêmico.
A literatura em língua portuguesa não se resume a uma narrativa de “invisibilidade feminina” a ser corrigida por decreto, e impor nove obras só de mulheres, de Nísia Floresta a Conceição Evaristo, passando por Clarice e Rachel de Queiroz, empobrece o repertório cultural dos vestibulandos, que chegam à universidade sem o devido contato com o cânone completo, com suas complexidades históricas, estéticas e temáticas universais.
Em vez de fomentar o debate genuíno sobre excelência literária, independentemente do sexo do autor, a medida reforça uma visão reducionista e divisiva, como se o valor de uma obra dependesse de sua autoria biológica e não de sua capacidade de iluminar a condição humana.
O resultado previsível é uma geração de estudantes mais doutrinada do que culta, em uma universidade pública que deveria primar pela universalidade do conhecimento.
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