Governo dos EUA critica ministro do STF por perseguição política, bloqueio de perfis e abusos que extrapolam fronteiras, ameaçando liberdade de expressão
Washington, 1º de abril de 2026:
O governo dos Estados Unidos voltou a manifestar forte repúdio às ações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acusando-o de liderar um complexo de perseguição e censura que viola direitos fundamentais e ameaça a liberdade de expressão tanto de brasileiros quanto de cidadãos americanos.
Em declarações recentes, a Embaixada dos EUA no Brasil classificou decisões judiciais recentes – incluindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro – como mais um capítulo dessa estratégia autoritária. Autoridades americanas afirmam que Moraes tem abusado de seu poder para impor ordens secretas de censura, bloquear contas em redes sociais, aplicar multas milionárias a empresas estrangeiras e determinar prisões preventivas sem devido processo legal.
O ponto alto da tensão ocorreu em julho de 2025, quando o presidente Donald Trump assinou uma Executive Order declarando emergência nacional em relação ao Brasil. O documento acusava explicitamente o ministro Alexandre de Moraes de coagir plataformas americanas a censurar conteúdos protegidos pela Primeira Emenda dos EUA, além de promover uma caça às bruxas política contra opositores, incluindo Bolsonaro e milhares de seus apoiadores. Como retaliação, os EUA impuseram tarifas adicionais de até 50% sobre produtos brasileiros e aplicaram sanções contra Moraes via Lei Magnitsky, congelando bens e revogando vistos dele e de familiares.
O secretário de Estado Marco Rubio foi ainda mais direto, chamando as ações de Moraes de campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados. Em postagens e declarações oficiais, Rubio afirmou que o ministro abusou de sua autoridade para silenciar críticos políticos e que os EUA não permitiriam que esse regime de exceção se estendesse ao território americano. Assessores da administração Trump chegaram a classificar Moraes como descontrolado e cobraram que o Brasil o contenha antes que destrua as relações bilaterais centenárias entre os dois países.
Críticos apontam que Moraes age como juiz, júri e executor, emitindo decisões unilaterais que incluem buscas e apreensões em residências de jornalistas, suspensão de perfis em redes sociais e investigações que extrapolam fronteiras – como o caso de cidadãos americanos processados por falas feitas em solo dos EUA. Para o governo Trump, isso não se trata de combate a fake news ou defesa da democracia, mas de uma perseguição sistemática à oposição que enfraquece o Estado de Direito no Brasil.
Embora algumas sanções e tarifas tenham sido parcialmente aliviadas no final de 2025 em meio a negociações diplomáticas, a Casa Branca mantém o tom de alerta. Fontes próximas à administração indicam que novas medidas podem ser retomadas caso as práticas censórias persistam.
No Brasil, o ministro Moraes e o governo Lula costumam rebater as críticas americanas alegando que as medidas visam combater desinformação, incitação à violência e ameaças à democracia após os eventos de 8 de janeiro de 2023. No entanto, para analistas internacionais, o padrão de decisões monocráticas e sigilosas de Moraes revela um autoritarismo judicial preocupante, que já rendeu ao Brasil duras condenações externas por violação de liberdades fundamentais.
A escalada da crise expõe o isolamento crescente do Judiciário brasileiro perante o maior aliado histórico do país. Enquanto Moraes acumula poder em Brasília, Washington deixa claro: a censura tem preço – e os Estados Unidos estão dispostos a cobrá-lo.
Foto: PR