A SEIS MESES DAS ELEIÇÕES, JANJA PRIORIZA PAUTAS FEMINISTAS ENQUANTO FEMINICÍDIOS BATEM RECORDE
REDAÇÃO
Janja amplia compromissos voltados às mulheres enquanto números de feminicídio reacendem debate sobre eficácia das políticas públicas
A seis meses das eleições, a primeira-dama Janja intensifica o foco em pautas relacionadas às mulheres, com 31 dos 124 compromissos divulgados pelo governo dedicados diretamente a temas femininos, uma bandeira declarada prioritária pelo Planalto que soa cada vez mais como estratégia eleitoral do que como resposta efetiva à crise de violência de gênero.
Enquanto o Brasil registra, sob a gestão Lula, o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 casos em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e recordes também em 2024, o governo opta por transformar a primeira-dama em principal porta-voz de uma agenda identitária, repleta de eventos, pactos e discursos simbólicos, em vez de entregar resultados concretos no combate à violência doméstica que ceifa a vida de cerca de quatro mulheres por dia no país.
Essa priorização seletiva, em meio à escalada trágica dos assassinatos, expõe o cálculo político de um governo em dificuldade: apostar na narrativa de defesa das mulheres para reconquistar eleitoras, enquanto a segurança pública falha, as medidas protetivas se mostram insuficientes e a realidade nas ruas e nas pequenas cidades, onde os índices são ainda mais alarmantes, continua cobrando um preço alto demais em vidas femininas, revelando mais marketing do que compromisso real com a proteção efetiva de todas as brasileiras.
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