
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (11) que autoridades dos Estados Unidos discutem a possibilidade de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista, independentemente da posição do governo brasileiro. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. Segundo Gakiya, assessores do Departamento de Estado americano procuraram autoridades brasileiras recentemente para entender melhor o funcionamento da facção criminosa e o cenário do crime organizado no país.
De acordo com o promotor, os representantes do governo dos EUA teriam deixado claro que a decisão sobre enquadrar ou não o PCC como grupo terrorista estrangeiro é considerada um ato interno da legislação americana, sem depender da concordância do Brasil. Gakiya ressaltou que, pela legislação brasileira, o PCC é tratado como organização criminosa transnacional, e não como grupo terrorista. Ainda assim, ele destacou que cada país possui autonomia jurídica para adotar classificações diferentes no combate ao crime organizado internacional.
Foto: Agência Brasil / White House