
Representantes de categorias de caminhoneiros alertaram o governo federal sobre o risco real de uma paralisação nacional após uma disparada considerada abusiva no preço do diesel em postos de combustíveis pelo país. Segundo entidades do setor, há relatos de aumentos entre R$ 0,60 e R$ 1,50 por litro, e em algumas regiões até mais, mesmo sem anúncio oficial de reajuste pela Petrobras. As lideranças afirmam que distribuidoras e revendedores estariam repassando aumentos de forma antecipada ou acima do necessário, usando como justificativa a tensão no Oriente Médio e a alta internacional do petróleo.
O alerta foi enviado ao Palácio do Planalto por entidades como ABRAVA e CNTTL, que dizem que a categoria está revoltada com o aumento do custo para trabalhar e que o risco de greve é concreto caso a situação continue. Diante da pressão e do temor de uma paralisação que poderia afetar o abastecimento nacional, o governo passou a discutir medidas emergenciais, incluindo zerar impostos federais sobre o diesel e possíveis subsídios para tentar conter os preços e evitar uma nova crise no transporte em pleno ano eleitoral.
Foto: Agência Senado