Setor de combustíveis critica pacote do governo para conter alta do diesel

REDAÇÃO

Entidades apontam risco de insegurança regulatória e afirmam que medidas podem gerar distorções e afetar investimentos no setor

O setor de combustíveis, representado por entidades como Sindicom e Brasilcom, lançou duras críticas ao pacote de medidas do governo Lula para conter a alta dos preços do diesel, que inclui zeramento de PIS/Cofins, subvenções bilionárias, taxação de exportações de petróleo e reforço na fiscalização contra supostos abusos, classificando-as como ineficientes, intervencionistas e geradoras de grave insegurança regulatória que ameaça investimentos de longo prazo e pode provocar distorções na cadeia de suprimentos, inclusive riscos de desabastecimento.
Em vez de atacar as raízes do problema, como a dependência de importações de derivados, a falta de previsibilidade na política de preços da Petrobras e as oscilações internacionais agravadas por conflitos no Oriente Médio, o governo opta por soluções paliativas e eleitoreiras que criam incertezas operacionais para distribuidoras e importadores, desincentivam aportes no setor e transferem custos ao pagador de impostos via subsídios custosos, enquanto ignora que intervenções repetidas e punições exageradas só aprofundam a desconfiança no ambiente de negócios, perpetuando o ciclo vicioso de altas nos postos que penalizam o trabalhador e a economia real, revelando mais uma vez a incapacidade do Planalto em adotar políticas estruturais consistentes em prol de uma matriz energética estável e competitiva.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação