Documento cita nomes como Lulinha e “Careca do INSS” em investigação sobre fraudes bilionárias
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL / PL-AL), apresentou ou está apresentando nesta sexta-feira (27 de março de 2026) o relatório final da comissão. O documento, com mais de 5 mil páginas (algumas fontes mencionam cerca de 4,4 mil), pede o indiciamento de mais de 200 pessoas, com números variando entre 220 e 228, dependendo da atualização.
Entre os nomes citados estão Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por supostas relações com o lobista Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. As suspeitas envolvem possíveis pagamentos, viagens custeadas e atuação como sócio oculto. Também foram mencionados o próprio “Careca do INSS” (Antônio Camilo Antunes), figura central do esquema, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-ministro Carlos Lupi.
A CPMI investiga um esquema de fraudes bilionárias em descontos indevidos em aposentadorias e pensões, envolvendo entidades associativas, lobistas e servidores do INSS. Operações da Polícia Federal, como a “Sem Desconto”, já resultaram na prisão do “Careca do INSS” e de outros envolvidos. O relator afirmou que o relatório é técnico e não poupará ninguém com indícios de participação por ação ou omissão.
A apresentação do relatório ocorre no mesmo dia em que a comissão se reúne para leitura do parecer final, após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar, por 8 votos a 2, a liminar que prorrogava os trabalhos. A base governista prepara um relatório paralelo, que deve indiciar cerca de 170 pessoas e atribuir falhas à gestão anterior. Há expectativa de votação ainda nesta sexta ou no sábado (28), data limite para encerramento da CPMI.
Foto: Agência Senado