Base com dados sensíveis reacende alerta sobre fragilidade na proteção de informações pessoais
Um novo alerta da empresa de threat intelligence Vecert expõe a fragilidade crônica do sistema brasileiro: mais de 251 milhões de CPFs, de vivos e mortos, teriam sido vazados por hackers, em uma base apelidada “MORGUE” que inclui nome completo, data de nascimento, filiação, sexo e dados de localização.
Esse megavazamento, semelhante ao “vazamento do fim do mundo” de 2021, com 223 milhões de registros, reforça a incompetência recorrente de órgãos públicos, empresas privadas e da própria Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que assiste passivamente à repetição de desastres sem impor punições efetivas ou exigir investimentos reais em segurança.
O resultado é previsível: explosão de fraudes, clonagem de identidades, golpes financeiros e violação sistemática da privacidade de milhões de cidadãos, que pagam impostos para sustentar um Estado incapaz de proteger seus próprios dados.
Mais do que um incidente técnico, é a prova viva de que, no Brasil, a negligência com a proteção de informações pessoais não é acidente, é política.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação