LULA AUTORIZOU PF A ATUAR CLANDESTINAMENTE NOS EUA E INSISTE EM VIAGEM A WASHINGTON COM TRUMP

REDAÇÃO

Governo fala em cooperação internacional contra o crime, enquanto oposição questiona falta de transparência

O governo Lula avança em operações da Polícia Federal em solo americano enquanto o presidente insiste em uma visita a Washington para encontrar Trump — e a oposição questiona o que realmente está por trás dessa agenda bilateral.
Declarações públicas de Lula sobre “levar a PF para os EUA” e prender brasileiros no exterior geraram desconforto. O caso mais emblemático foi o de Alexandre Ramagem — ex-deputado e ex-chefe da Abin, condenado no Brasil — detido nos EUA após fuga clandestina do país. Fontes oposicionistas afirmam que agentes brasileiros monitoraram Ramagem previamente, com informações repassadas ao ICE americano, antes de qualquer processo formal de extradição.
A pergunta que fica sem resposta clara: onde termina o combate legítimo ao crime organizado e começa a perseguição a adversários políticos no exterior?
O governo enquadra tudo como cooperação contra o crime transnacional. Mas críticos apontam um padrão: os alvos das operações internacionais da PF são, com frequência notável, figuras ligadas ao bolsonarismo.
Sem transparência sobre os critérios que definem quem é monitorado, a suspeita de uso político do aparato policial se sustenta.
Enquanto isso, Lula planeja visita a Washington exibindo a bandeira do combate ao crime — o mesmo discurso que, segundo opositores, serve de cobertura para ações que deveriam passar por canais diplomáticos formais, não por operações discretas de inteligência.
Foto: Agência Brasil