DELAÇÃO DE DANIEL VORCARO CHEGA À SEDE DA PF E PGR COM NOVAS REVELAÇÕES BILIONÁRIAS

REDAÇÃO

PF e PGR começam análise de anexos da delação que pode atingir políticos, empresários e autoridades em escândalo bilionário do Banco Master

A defesa do ex dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entregou nesta terça feira, 5 de maio de 2026, os anexos da proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República. O material, apresentado em Delação de Daniel Vorcaro chega à sede da PF e PGR com novas revelações bilionárias pen drive na sede da PF em Brasília e também encaminhado à PGR, inicia uma fase decisiva de análise que poderá definir o futuro do acordo e os desdobramentos da investigação sobre fraudes bilionárias no mercado financeiro.
Vorcaro está preso há cerca de dois meses. Os investigadores agora avaliam se as confissões trazem informações inéditas e relevantes ou se repetem fatos já apurados. A expectativa é de que o conteúdo aborde supostas irregularidades envolvendo o Banco Central, contratos milionários e um possível esquema de propinas com políticos e outras autoridades.
De acordo com fontes ligadas ao caso, a PF e a PGR já haviam rejeitado um conteúdo prévio por considerá lo insuficiente, cobrando mais detalhes para avançar nas negociações. A nova entrega responde a essa exigência e será examinada nas próximas semanas. Se comprovada a colaboração efetiva, com revelações concretas e provas, Vorcaro pode obter benefícios como redução de pena e eventual regime mais brando. Caso contrário, o acordo pode ser recusado.
O caso Banco Master envolve suspeitas de fraudes que teriam causado rombo bilionário, estimado em torno de R$ 50 bilhões. Vorcaro foi preso novamente em março de 2026 por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo. A transferência para a Superintendência da PF em Brasília facilitou as tratativas iniciais da delação.
Nas últimas semanas, a defesa trocou de advogados e assinou termo de confidencialidade, movimentos interpretados como sinais claros de intenção de colaborar. Relatos indicam que Vorcaro teria oferecido devolução de valores, embora abaixo do total desviado, e mencionaria nomes de alto escalão no mundo político, empresarial e possivelmente no Judiciário.
A delação já teria influenciado ações recentes, como a prisão do ex presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Informações preliminares atribuídas a Vorcaro teriam sido decisivas para essa medida, que envolveu repasse de imóveis avaliados em cerca de R$ 150 milhões em troca de facilitação de operações irregulares.
Especialistas acompanham com cautela o desenrolar do caso. A PF e a PGR detêm poder de veto sobre o acordo, que, se homologado, precisará da aprovação de Mendonça no STF. Analistas destacam que o sucesso depende da entrega de provas consistentes e da capacidade de Vorcaro separar operações lícitas de ilícitas, sem omitir informações relevantes.
O escândalo do Banco Master ganhou proporções nacionais ao expor fragilidades no sistema financeiro e supostas conexões com o poder. A análise dos anexos entregues agora determinará se a colaboração de Vorcaro representa um marco no combate a esquemas de corrupção ou se ficará limitada a fatos já conhecidos. As instituições prometem agilidade na avaliação para preservar a lisura das investigações.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução