Críticos apontam contradição entre discurso de soberania adotado pelo governo e apoio histórico a pressões internacionais contra adversários políticos
Enquanto o presidente Lula exige que Donald Trump “fique fora” das eleições brasileiras, invocando “soberania”, seu movimento político passou anos mendigando interferência internacional, da União Europeia aos esquerdistas americanos e ONGs globais, para isolar, deslegitimar e derrubar Jair Bolsonaro.
Agora, quando o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, é condenado a mais de quatro anos de prisão justamente por buscar apoio nos EUA contra a perseguição judicial, a mesma turma descobre o discurso de não-interferência.
Quando Lula e seus aliados pediam pressão externa contra adversários, chamavam isso de “defesa da democracia”; quando a oposição faz o mesmo, vira crime e atentado à soberania.
Essa inversão cínica revela não princípio, mas puro cálculo de poder: soberania seletiva, usada como arma contra rivais e descartada quando conveniente.
Um espetáculo de hipocrisia que expõe o verdadeiro DNA autoritário do lulismo.
Texto: Rodolfo Oliveira
Fotos: Divulgação