JAVIER MILEI CRITICA FORO DE SÃO PAULO E AFIRMA QUE LULA AJUDOU A FORTALECER A ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA

REDAÇÃO

Presidente da Argentina critica o Foro de São Paulo durante convenção do PL, associa Lula à criação da organização e manifesta apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez um discurso marcado por críticas ao Foro de São Paulo e ao atual cenário político da América Latina.
Milei afirmou que o Foro de São Paulo, criado em 1990 por lideranças de esquerda da região, representa uma articulação política que, segundo ele, busca ampliar a influência de ideias socialistas no continente.
Durante sua fala, o presidente argentino citou Lula e Fidel Castro ao comentar a criação da organização e fez críticas ao presidente brasileiro, associando o grupo a uma visão política que ele considera prejudicial para os países latino-americanos.
Ao lado de Flávio Bolsonaro, oficializado como candidato do PL à Presidência da República, Milei declarou apoio ao senador e afirmou que confia nele para enfrentar o que chamou de avanço do socialismo no Brasil.
O argentino também afirmou que o Brasil precisa escolher seus caminhos nas próximas eleições e alertou seus apoiadores sobre os riscos, na visão dele, de uma continuidade de governos alinhados à esquerda.
Além das críticas ao Foro de São Paulo, Milei voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando termos duros durante seu pronunciamento na convenção.
O discurso também teve críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a decisão que impediu uma visita presencial de Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Milei comparou a situação com o período em que Lula esteve preso em Curitiba, mencionando que, naquela época, lideranças internacionais visitaram o petista.
A presença de Milei no evento foi vista pelo PL como um gesto de apoio internacional à candidatura de Flávio Bolsonaro e como uma aproximação entre setores conservadores do Brasil e da Argentina.
A participação do presidente argentino gerou repercussão política e ampliou o debate sobre o papel do Foro de São Paulo, as eleições de 2026 e a disputa ideológica na América Latina.
Foto: Reuters