ESFRIAMENTO ECONÔMICO SOB LULA: VAREJO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS ESTAGNAM E CONFIRMAM DESACELERAÇÃO DO PIB

REDAÇÃO

Indicadores do segundo trimestre mostram perda de ritmo da atividade econômica, enquanto pacote de estímulos do governo busca conter os efeitos da desaceleração e dos juros elevados.

O ritmo de crescimento da economia brasileira entrou em rota de desaceleração após o avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre pelo IBGE.
Indicadores recentes do segundo trimestre apontam para uma perda generalizada de tração na atividade econômica. O varejo teve variação de +0,1%, a indústria de -0,2% e o setor de serviços de -0,4%.
Para conter o esfriamento da atividade em um período que antecede as eleições, o governo federal passou a adotar uma postura classificada por analistas como contracíclica e de forte apelo político.
A estratégia envolve a mobilização de um pacote de estímulos que supera os R$ 180 bilhões. O pacote é composto por linhas de crédito subsidiadas, subvenções econômicas e renúncias fiscais.
Embora as medidas visem suavizar o impacto direto dos juros altos sobre o consumo e o emprego, a forte injeção de recursos públicos gera ceticismo entre economistas e agências de classificação de risco.
Setores do mercado financeiro alertam que o uso continuado de incentivos fiscais pressiona as contas públicas, deteriora a trajetória da dívida e eleva as projeções de inflação.
O principal temor de especialistas é que o estímulo artificial à demanda crie um descompasso macroeconômico de longo prazo.
Ao expandir os gastos públicos em um momento de incerteza fiscal, o governo acaba por neutralizar os esforços de controle de preços. Isso tende a forçar o Banco Central a manter a taxa Selic em patamares restritivos por mais tempo, encarecendo o crédito e limitando o potencial de crescimento sustentável do país.
Foto: PR