Polícia Federal solicitou ao STF a abertura de nova investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva e um empresário do setor de tecnologia para apurar suspeitas de tráfico de influência e possíveis vínculos com contratos públicos.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um segundo inquérito para apurar denúncias de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.
O pedido foi encaminhado ao STF e distribuído ao ministro André Mendonça, que voltou a ser o relator do caso após novo sorteio. A investigação tramita de forma independente do inquérito anteriormente aberto envolvendo o chamado “Careca do INSS”.
Segundo a representação da Polícia Federal, a apuração busca esclarecer a relação entre Lulinha e o empresário, que atuava no setor de tecnologia e demonstrava interesse em ampliar negócios junto à Dataprev e outros órgãos da administração federal.
Entre os fatos descritos pela PF está o custeio de uma viagem realizada em dezembro de 2024 para Foz do Iguaçu, apontado pelos investigadores como um dos elementos que serão analisados durante o inquérito.
A Polícia Federal também pretende verificar a existência de vínculos entre esse relacionamento e contratos celebrados pela empresa 3STRUCTURE IT com órgãos públicos federais, além de pagamentos relacionados a pessoas citadas na investigação.
De acordo com a representação, os investigadores buscam reunir documentos, registros, mensagens e outros elementos que possam esclarecer a atuação dos envolvidos e a dinâmica dos fatos narrados no pedido.
O novo procedimento foi instaurado separadamente da investigação sobre o chamado “Careca do INSS”, que envolve outra linha de apuração autorizada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal.
A decisão de manter os casos separados ocorre porque a Polícia Federal entendeu que os fatos possuem objetos distintos, embora envolvam alguns personagens ligados ao mesmo contexto investigativo.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que não houve qualquer intermediação indevida em favor de empresas ou contratos públicos e sustenta que não existem provas de irregularidades, classificando a investigação como uma “pesca probatória”.
O pedido de abertura do novo inquérito foi revelado em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (31) e marca mais um desdobramento das investigações conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Foto: Divulgação