André Mendonça autorizou buscas e apreensão de dinheiro em espécie e relógios de luxo do senador, divergindo de parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se manifestou contra parte das medidas.
O ministro André Mendonça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie e relógios de luxo do senador Jaques Wagner (PT-BA), contrariando o parecer apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O posicionamento da PGR foi tornado público pelo próprio ministro do Supremo Tribunal Federal ao liberar os documentos relacionados ao caso.
No parecer, Paulo Gonet argumentou que a apreensão imediata de joias, relógios e outros bens de alto valor poderia provocar um “estrépito social e mediático prescindível”, expressão utilizada para indicar um desgaste público desnecessário.
O procurador-geral também sustentou que a simples posse de relógios de luxo ou de bens de alto padrão, por si só, não caracteriza a prática de crime.
Além disso, Gonet manifestou-se contra a realização de buscas no gabinete de Jaques Wagner no Congresso Nacional, entendendo que a medida não era necessária naquele momento.
Apesar da manifestação da PGR, André Mendonça acolheu o pedido apresentado pela Polícia Federal e autorizou integralmente o cumprimento das medidas solicitadas.
Durante a operação, agentes da Polícia Federal apreenderam aproximadamente R$ 479 mil em espécie, distribuídos entre reais, dólares e euros.
Também foram recolhidos 13 relógios de marcas de luxo, entre elas Patek Philippe, Cartier e Hublot, conforme consta na decisão.
A investigação está relacionada aos fatos apurados envolvendo o Banco Master e segue em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Jaques Wagner nega qualquer irregularidade, afirma que sempre atuou dentro da legalidade e diz que apresentará sua defesa para comprovar sua inocência no decorrer da investigação.
Foto: STF