MÁQUINA APREENDIDA PELA PF PROCESSA ATÉ 1.200 CÉDULAS POR MINUTO EM OPERAÇÃO QUE ATINGE VICE-LÍDER DO GOVERNO

REDAÇÃO

Equipamento encontrado durante a Operação Sem Desconto será analisado pela Polícia Federal no contexto da investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada a fraudes no INSS; defesas negam irregularidades.

A Polícia Federal apreendeu uma máquina de contar cédulas no escritório do advogado Willer Tomaz, localizado em Brasília, durante uma nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, além da possível ocultação e lavagem dos valores desviados.
O equipamento chamou a atenção dos investigadores por sua capacidade tecnológica. A máquina consegue processar até 1.200 cédulas por minuto, permitindo a contagem rápida de grandes quantidades de dinheiro em espécie.
Além da velocidade, o aparelho possui sistema multimoedas. Ele é capaz de reconhecer automaticamente notas de real, dólar e euro, mesmo quando diferentes moedas são inseridas no equipamento.
A máquina também conta com sensores ultravioleta, infravermelhos e de imagem. Esses mecanismos permitem identificar cédulas suspeitas, falsas, danificadas ou com características fora do padrão durante a própria contagem.
Equipamentos desse nível de precisão podem custar aproximadamente R$ 12 mil no mercado. Modelos semelhantes são utilizados por bancos, casas de câmbio, grandes empresas e estabelecimentos que movimentam grandes volumes de dinheiro.
A apreensão ocorreu no contexto de uma investigação sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Polícia Federal. Willer Tomaz é citado pelos investigadores como possível operador financeiro, patrimonial e logístico ligado ao núcleo apurado.
O advogado também é relacionado pela PF a familiares do senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão. O parlamentar ocupa a função de vice-líder do governo Lula no Senado Federal e também aparece entre os nomes ligados à investigação.
Segundo as apurações, a estrutura investigada teria sido utilizada para movimentar, ocultar e dar aparência legal a recursos provenientes das fraudes praticadas contra beneficiários do INSS. A PF analisa empresas, contas bancárias, bens e operações financeiras relacionadas aos investigados.
A presença de uma máquina sofisticada para contar e verificar cédulas passou a integrar o conjunto de materiais recolhidos pelos agentes. A apreensão, porém, não representa isoladamente prova de crime, e o equipamento deverá ser analisado juntamente com documentos, computadores, celulares e registros financeiros.
A defesa de Willer Tomaz afirmou que o advogado não possui qualquer vínculo com as fraudes previdenciárias investigadas. Segundo seus representantes, a busca ocorreu por causa de relações particulares e do empréstimo de uma aeronave de sua propriedade ao senador Weverton Rocha, enquanto a investigação segue sob análise da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.
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