Relatório registra mensagens que teriam sido enviadas por Alexandre de Moraes a Daniel Vorcaro em outubro de 2025; defesa do ministro contesta a vinculação dos registros ao aparelho e aos contatos de Moraes
Relatório da Polícia Federal registra quatro mensagens que teriam sido enviadas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 1º de outubro de 2025, cerca de um mês antes da prisão do empresário.
Segundo o documento, as mensagens tinham recurso de autodestruição ativado e o chat estava configurado para apagar automaticamente as conversas após 24 horas.
A investigação também descreve o fluxo de mensagens no dia da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, quando arquivos foram enviados pelo método de visualização única para um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”.
De acordo com a PF, Vorcaro utilizava um procedimento de escrever textos em um bloco de notas, tirar capturas de tela e enviar as imagens como mensagens temporárias.
Os investigadores afirmam ter recuperado cinco arquivos relacionados a esse procedimento, que passaram a integrar o material analisado no inquérito.
O relatório aponta que parte das mensagens atribuídas a Moraes teria sido apagada automaticamente pelo próprio sistema de conversa, devido à configuração de exclusão após um período determinado.
A defesa de Alexandre de Moraes e a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal contestam as conclusões apresentadas pela Polícia Federal.
Segundo a defesa, uma análise técnica dos dados telemáticos indicaria que os registros encontrados não correspondem ao aparelho ou aos contatos do ministro.
Os representantes de Moraes sustentam ainda que os arquivos localizados em dispositivos de Vorcaro estariam associados a outros contatos telefônicos armazenados pelo banqueiro, e não ao ministro.
O caso segue gerando repercussão após a divulgação dos dados do relatório, com a PF e a defesa apresentando interpretações diferentes sobre a origem e o vínculo das mensagens analisadas.
Foto: Divulgação