Segundo o Metrópoles, ministra teria recusado analisar menções a integrantes do STF no caso Daniel Vorcaro, deixando com Edson Fachin o encaminhamento de trechos do inquérito que citam ministros da Corte
Segundo reportagem da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tentou transferir para a ministra Cármen Lúcia a análise das menções a integrantes da própria Corte no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, mas ela recusou a tarefa e, conforme a publicação, teria reagido com um “Deus me livre”.
Fachin havia levado para seu gabinete a parte do inquérito que cita Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux, e, diante da falta de disposição de outros ministros para assumir a análise, deverá decidir o encaminhamento dos casos.
A situação expõe uma crise de confiança e fortes divisões internas no STF, que já haviam ficado evidentes em sessões recentes sobre as investigações relacionadas ao Banco Master e às mensagens atribuídas a Vorcaro.
A própria Cármen Lúcia já havia defendido publicamente, em março, que cidadãos devem ser julgados por magistrados “independentes, imparciais, éticos e honestos”, acrescentando que não gostaria de ser julgada por um juiz sem essas características.
Ainda segundo a coluna, Fachin e Flávio Dino deixaram de se comunicar diretamente após divergências sobre a condução do caso envolvendo Moraes, passando Cristiano Zanin a intermediar o contato entre os dois, relato que reforça o cenário de desgaste e fragmentação nos bastidores da mais alta Corte do país.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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