HORAS EXTRAS IMPOSSÍVEIS: CÚPULA EMBOLSA R$ 2,8 MILHÕES TRABALHANDO 25 HORAS POR DIA NOS FINS DE SEMANA

REDAÇÃO

Pagamentos a servidores da Câmara dos Deputados, incluindo Guilherme Barbosa Brandão, levantam dúvidas sobre jornadas incompatíveis com limites físicos e transparência administrativa.

Enquanto o Brasil luta contra déficits fiscais e cobra sacrifícios da população por meio de impostos elevados e serviços públicos deficitários, nove servidores de alto escalão da Câmara dos Deputados, incluindo o diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão, embolsaram juntos R$ 2,8 milhões em horas extras, valores que, para serem justificados, exigiriam jornadas absurdas de trabalho em domingos e feriados, como 18 a 25 horas diárias nos fins de semana, algo fisicamente impossível e que levanta suspeitas de “ponto mágico” ou maquiagem contábil.
Brandão sozinho acumula dezenas de milhares por mês em extras, somando centenas de milhares em pouco tempo, em um esquema que beneficia a cúpula administrativa indicada por políticos como Hugo Motta, reforçando a percepção de que o Legislativo brasileiro opera como um clube privado de privilégios, onde a transparência e a austeridade são meras palavras vazias diante da voracidade por rendimentos estratosféricos pagos com o dinheiro do pagador de impostos.
Essa prática não apenas escancara o descolamento entre a elite burocrática e a realidade do país, como perpetua um sistema de penduricalhos que drena recursos do povo sem contrapartida clara, erodindo ainda mais a confiança na instituição que deveria representar a população.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação