Medidas em estudo buscam limitar apostas online consideradas de alto risco para consumidores
O presidente Lula estaria estudando medidas para barrar o popular “jogo do tigrinho” no âmbito de um pacote contra o endividamento das famílias, após reuniões com empresários e ministros.
O fato revela, mais uma vez, a hipocrisia de um governo que primeiro abriu as portas para o vício e agora finge combatê-lo com urgência eleitoreira.
Jogos como o Fortune Tiger, com sua mecânica viciante de caça-níqueis digitais, promessas de ganhos rápidos e algoritmos manipuladores, exploram a vulnerabilidade de milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, transformando o celular em cassino 24 horas, destruindo lares, corroendo poupanças destinadas à comida, aluguel ou escola e agravando a inadimplência que o próprio Estado, com sua carga tributária sufocante e políticas assistencialistas inflacionárias, ajudou a criar.
Lula, que sancionou a lei das bets e cujo governo chegou a avaliar a liberação explícita desse tipo de aposta online, agora posa de salvador ao articular com Congresso e Judiciário restrições que deveriam ter sido preventivas desde o início, em vez de remédio tardio para um problema que explode em ano pré-eleitoral.
Essa abordagem reativa não resolve a raiz do mal: uma cultura de irresponsabilidade fiscal promovida pelo petismo e a ausência de educação financeira real, preferindo-se o populismo de “desenrolas” que apenas adiam o colapso.
Enquanto famílias afundam no vermelho por causa de slots virtuais predatórios, o governo prefere culpar o “celular” em vez de admitir que o verdadeiro tigrinho devorador é o modelo econômico que multiplica dependência e empobrece o cidadão comum.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação